Psicologia positiva

A psicologia positiva é um termo recentemente usado mas que começou na década de 90. Para falarmos sobre a psicologia positiva devemos comparar com a Psicologia tradicional.

Enquanto que a psicologia tradicional tenta explicar e corrigir os erros dos pacientes o diferencial é que na Psicologia positiva tenta-se reforçar o que já é positivo do paciente. Desse modo a Psicologia Positiva se interessa pelo que dá certo com as pessoas, se interessa por suas qualidades e sobre como promover o seu funcionamento e desenvolvimento contínuo. Assim, a Psicologia Positiva veio trazer um novo enfoque: abordar o que faz a vida valer a pena, qual o meu ou meus propósitos de vida.

Hoje em dia a psicologia positiva está de volta aos grandes debates da atualidade, enquanto nós estamos vivendo um mundo da nova era digital, em que nossas vidas são constantemente divulgadas virtualmente. O lado positivo da era digital são muitos como maior acesso a informação, notícias mais ágeis e em tempo real, facilidade de contato com as pessoas, um leque maior de conhecimento disponível entre tantos outros benefícios. No entanto, há outros males como a busca pela perfeição, seja obter o corpo perfeito, seja a busca pela riqueza ou até mesmo apenas para ostentar aquilo que não se tem, sendo o mais importante a repercussão que haverá. De acordo com a tese de 1899 do economista Thorstein Veblen sobre a ostentação e consumo conspícuo e a teoria da classe ociosa “Ostentação é comprar aquilo que você não quer, para mostrar pra quem você não gosta com o dinheiro que você não tem” .

Em suma, a Psicologia Positiva está ainda mais presente dos debates atuais e tem como objetivo mostrar as pessoas seus reais motivos para serem mais felizes e de uma forma mais plena, verdadeira e autêntica.

Transgenero

A identidade de gênero é questão levantada por pesquisadores e especialistas no mundo todo, no entanto, ultrapassa a questão superficial do “parecer-se” com homem ou mulher.
O indivíduo transgênero é aquele que, mesmo aparelhado com seu órgão sexual de formação biológica, não apresenta emocionalmente, pessoalmente, comportamentalmente, nada que o faça identificado com esta determinação condicionante biogenética – ao contrário, se identifica profundamente com o gênero oposto ao seu de nascimento.
Salientemos que não se trata de uma escolha que passa pelo crivo de uma predileção pura e simples, é de uma complexidade multifatorial e merece nosso respeito e direcionamento para que, tomada a decisão de transicionar ou não, este ser humano possa adequar seu corpo ao seu psiquismo, o que para ele é motivo de sofrimento atroz e REAL.
Por se tratar de assunto ainda polêmico e que coloca o próprio homem ou mulher trans no eixo de uma avalanche de julgamentos e rótulos, é necessário um acompanhamento profissional ético, efetivo, despido de tendencionismos religiosos ou sociolimitadores a fim de que a saúde deste ente seja garantida em todas as suas esferas.

TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo

TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO

“Maria tem tanta mania de limpeza e organização! Deve ter toc!”
Você já deve ter escutado isso no seu dia a dia. Manias, quem não as tem? No entanto, pessoas com Transtorno Obsessivo Compulsivo podem ter sintomas de obsessões, compulsões ou ambos. Esses sintomas podem interferir em todos os aspectos da vida, como trabalho, estudos e relacionamentos pessoais.

Os sintomas do TOC envolvem alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (preocupações excessivas, dúvidas, pensamentos de conteúdo impróprio ou “ruim”, obsessões) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão).  Portadores da doença sofrem de muitos medos, como por exemplo, o de contrair doenças ou cometer alguma falha. É uma gangorra emocional sem fim.

A generalização de ritos e manias comuns na nossa vida, dentro de limites não patológicos, não pode ser categorizada como TOC. Preciso enfatizar: quem sofre desta doença encontra severas resistências em desenvolver hábitos rotineiros, uma vez que seu condicionamento se torna rígido ao ponto de congelar a sua vida.

Se você ou um ente querido apresentam sinais do Transtorno Obsessivo Compulsivo, me procure. Um profissional experiente poderá ajudá-lo a controlar as obsessões e compulsões. É importante trabalhar as crenças e o medo presente neste quadro.

Bipolaridade

BIPOLARIDADE

O Transtorno Afetivo Bipolar, também conhecido como transtorno bipolar ou depressão maníaca, é uma doença mental grave caracterizada por alterações extremas do humor, configurando episódios de mania e depressão. No contexto psiquiátrico, mania significa um estado de humor exaltado, no qual a pessoa se sente muito bem, independente do que acontece ao seu redor.

As oscilações de humor são comuns em nossas vidas e, em geral, não caracterizam uma condição psiquiátrica. O que diferencia as pessoas bipolares é que essas oscilações são mais intensas, duram mais tempo e são capazes de afetar padrões de sono e energia, assim como desestabilizar a estrutura familiar e as diversas relações dos pacientes. Além disso, enquanto a maior parte das pessoas experimentam mudanças no humor devido a acontecimentos em suas vidas, as oscilações dos pacientes bipolares ocorrem sem motivo aparente.
Infelizmente em nossa sociedade, chamar alguém de “bipolar” virou sinônimo de rotular a instabilidade que qualquer um pode enfrentar, seja em decisões recorrentes, ou em eventos onde mudar de opinião, é ao contrário, sinal de que sua saúde vai muito bem, obrigada!

Pense que além da vulgarização da doença no nosso cotidiano, como apontei, é preciso encarar que esta patologia é passível de tratamento e que eu poderei caminhar contigo, passo a passo, amparando seus momentos de crise e procurando atenuar o carrossel de emoções que te fazem sofrer de incompreensão alheia.

Transtorno de Ansiedade Generalizada

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

Os dias estão mais curtos, ou as atividades mais extenuantes? Pressa, ansiedade, níveis elevadíssimos de expectativas (e frustrações na mesma medida!) fazem parte da rotina comum a quase todos, no entanto, há que se compreender e, sobretudo perceber, quando tais sentimentos, comportamentos e situações ultrapassam a fronteira da razoabilidade e adquirem proporções severas.

Chamamos cientificamente de TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA quando a constância deste cenário rouba a sua capacidade de manter suas atividades regulares, as suas relações e sua performance profissional. Ainda que sentir-se ansioso seja natural, e, em algum momento todos tenhamos esta ocorrência, não é natural que este “plug” permaneça ligado e em alta voltagem – numa espécie de explosão eminente, a qualquer momento.

TAG é multifatorial. Somente com uma análise competente, criteriosa, e balizada por um profissional apto, se consegue minimizar os danos, evitar comorbidades e devolver uma dinâmica salutar ao dia a dia.
Sou psicóloga, pesquisadora e mentora de um método ajustável a rotina dos pacientes e disponibilizo uma abordagem surpreendente, exequível, fluente, cujos resultados direcionam ao conforto e a paz interior.

Depressão

DEPRESSÃO

A cena que nos salta aos olhos, no senso comum, ao falarmos de depressão, é a de um indivíduo choroso e taciturno, recolhido a sua realidade de sofrimento. Esta representação popular é muito distante daquilo que caracteriza efetivamente o “estar depressivo”.

Num primeiro aspecto, cabe dizer que sofrer de depressão nem sempre empurra a rotina para uma inviabilização global. Há quem trabalhe, viaje, se relacione – e até sorria! mesmo apresentando interiormente um cenário desolador de sofrimento e desesperança. Depressão, aliás, também se manifesta pela incapacidade de alinhar ideias e expressar os sentimentos com clareza.

No julgamento popular, acredita-se equivocadamente que a ausência de uma atividade é o vetor da depressão. Não raro ouvimos lamentáveis comentários que tendem a rotular a depressão como “frivolidade” ou “frescura” (um termo impregnado de preconceitos).

Através de uma anamnese adequada procuro conduzir o paciente ao confronto com suas demandas e, juntos, buscamos reordenar a afetividade a fim de que o espectro depressivo seja encarado com serenidade, com intervenção técnica (terapêutica) específica e permitindo que o diagnóstico e o tratamento sejam leves, relevantes e de resultados reconfortantes.

Depressão é coisa séria, e precisa de acolhimento real – não apenas dos amigos e familiares, mas de quem conheça o caminho pelo qual é possível voltar à plenitude!